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20/10/2007 - Eduardo Moscovis é Danilo, um diretor de teatro obcecado com a injustiça cometida contra o fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, caso que iniciou o processo de extinção da pena de morte no Brasil. |
Na paixão fulminante entre um diretor de teatro e uma jovem misteriosa, o caso que levou ao fim da pena de morte no Brasil ameaça se repetir. Repleto de personagens inusitadas e viradas surpreendentes, Sem Controle apresenta a questão da pena capital sob uma perspectiva absolutamente nova.
O longa traz uma mistura de história real e ficção. Eduardo Moscovis é Danilo, um diretor de teatro obcecado com a injustiça cometida contra o fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, caso que iniciou o processo de extinção da pena de morte no Brasil.
Sua estréia será no dia 26 de outubro de 2007.
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Sinopse: Eduardo Moscovis é Danilo, um diretor de teatro obcecado
com a injustiça cometida contra o fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro,
caso que iniciou o processo de extinção da pena de morte no Brasil.
Estimulado por uma mulher linda e misteriosa, Danilo ensaia uma peça
sobre Motta Coqueiro, com ele próprio interpretando o fazendeiro e os
demais papéis vividos por pacientes psiquiátricos. Quando os limites
entre real e imaginário se confundem, Danilo é forçado a reviver os
fatos históricos em primeira pessoa, ciente do destino trágico de seu
personagem. |
Elenco: Eduardo Moscovis, Vanessa Gerbelli e Milena Toscano.
Direção:Cris D’Amato
Gênero: Drama
Estúdio: Fox Filmes
A história de Manoel da Motta Coqueiro é real. Ele foi réu acusado de mandar matar Francisco Benedito da Silva e sua família foi condenado à pena de morte por enforcamento em 1855, período em que o Brasil era comandado pelo imperador D. Pedro II.
Após a execução, sua inocência ficou provada e o imperador D. Pedro II decidiu, a partir daí, comutar todas as penas de morte em prisão perpétua nas galés (embarcações movidas a remo pelos condenados).

Estimulado por uma mulher linda e misteriosa, Danilo passa a ensaiar uma peça sobre a vida de Motta Coqueiro, com ele próprio interpretando o fazendeiro e os demais personagens sendo vividos por pacientes psiquiátricos. Aos poucos Danilo começa a confundir o que é real e o que é imaginário, passando a reviver os fatos históricos como se ele próprio fosse Motta Coqueiro.

Curiosidades
Estréia de Chris D'Amato como diretora de longa-metragens. Exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2007.

O tema da pena capital sempre apaixonou a opinião pública e ainda divide políticos e juristas, em pólos opostos. Os que lhe são contrários invocam, em abono desse ponto de vista, entre outros argumentos, a execução do fazendeiro Manoel da Mota Coqueiro, em meados do século XIX, acusado de ordenar a chacina de seu agregado Francisco Benedito da Silva e sua família, constituída de esposa e filhos, no sítio denominado Macabu, na Freguesia de Carapebus, região de Macaé, então Província do Rio de Janeiro.
O fato, minuciosamente narrado por Raimundo de Menezes, no livro “Crimes e Criminosos Célebres”, inspirou em 1876 os folhetins de José do Patrocínio, no jornal “Gazeta de Notícias”, cuja coleção, mais tarde, serviu para a composição da obra “Mota Coqueiro ou a pena de morte”, reeditada em 1977, com introdução de Silviano Santiago e apêndice de Dirce Cortes Riedel.

Na verdade, há apontamentos históricos que indicam que esse enforcamento, de fato, não foi o último.
Há alguns livros que tratam desse caso histórico, como: PATROCÍNIO, José - Mota Coqueiro ou a pena de morte, (RJ, Francisco Alves/SEEC, 1977 (1878)); TINOCO, Godofredo - Mota Coqueiro, a grande incógnita (RJ, Livraria São José, 1966); MARCHI, Carlos - Fera de Macabu, a história e o romance de um condenado à morte (RJ, Record, 1998); CARVALHO FILHO, Luís Francisco - Mota Coqueiro - o erro em torno do erro - in Revista Brasileira de Ciências Criminais - V. 33 - 2001.
Um filme que vale a pena não só pela produção, mas principalmente por trazer à tona um fato histórico desconhecido pela maioria e o tema tão debatido da pena de morte.