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26/05/2008 - Alertar os pais para que não se descuidem da saúde da coluna vertebral de seus filhos. |
Alertar os pais para que não se descuidem da saúde da coluna vertebral de seus filhos. É importante tratá-la enquanto é cedo para se livrar de uma futura cirurgia. Por isso, é necessário que a criança seja encaminhada a um especialista para verificar se há algum tipo de problema postural ou estrutural em sua coluna.
Segundo o ortopedista Marcelo Serrão, especialista em coluna, a dor em crianças só é, de certa forma, normal se estiver associada à prática de esportes. Se a criança sentir dor persistente e localizada pode ser sinal de doença. O ortopedista esclarece que os problemas posturais são aqueles que podem ser corrigidos espontaneamente pela criança, como a assimetria dos ombros, costas e cintura. Será doença quando, apesar de todo esforço realizado para corrigir o desvio existente, a tentativa for em vão. Para estes casos, o ortopedista recomenda exames específicos e tratamento com aparelhos próprios, ou, em último caso, a cirurgia.
Escoliose – Dentre as doenças de coluna, a escoliose é a mais comum. Existem diversas causas, mas 80% são de origem desconhecida. A escoliose pode surgir logo após o nascimento, durante a infância, ou na adolescência, sendo mais comum por volta dos 12 anos de idade. A doença progride sempre na fase de crescimento rápido, tendendo a se estabilizar no final deste período. Se a escoliose evoluir acima de determinados graus, pode comprometer as funções cardiopulmonares e, em casos muito especiais, poderá atingir o sistema nervoso e causar paralisia nos membros inferiores. Na maioria das vezes, a progressão da doença é tão lenta que passa despercebida pelos pais. Outros casos comuns de doenças na coluna em crianças são a cifose e o peito de pombo.
O teste - Dr. Marcelo costuma ensinar aos pais um teste bem simples, para ser feito em casa, e que deve ser repetido sempre que a criança crescer. É importante seguir todos os passos para conferir o crescimento da coluna, dos membros inferiores, superiores, pés e mãos.
1º passo - Coloque a criança em pé, de costas para você. Peça para ela juntar os pés e se inclinar para frente, com os braços soltos ao longo do corpo. Observe atentamente a simetria dos dois lados das costas: ambos devem ter a mesma altura, tanto na lombar como na torácica. Se um dos lados for mais alto que o outro, a diferença pode ser indício de uma escoliose em formação.
Obs. A criança com má formação congênita terá dificuldade em se inclinar para frente na posição indicada.
2º passo – Ainda com a criança de pé, peça que estique os braços em sua direção e verifique se os membros superiores têm o mesmo comprimento e formato. Observe também se os ombros são simétricos
3º passo – Com a criança de pé, avalie a coluna na lateral, assim é possível ter uma visão geral da coluna, que deve ter leve formato em "s". Se houver alteração, será detectada de imediato.
4º passo - Deite a criança de bruços e peça para ela entrelaçar as mãos na altura da nuca. Levante suas pernas levemente para trás, imitando o movimento de uma gangorra. Assim, é possível verificar se a coluna está plana. Corcovas nas laterais podem ser sinal de cifose.
5º passo - Ainda com a criança deitada, junte suas pernas e veja se são do mesmo comprimento. Veja também se os pés têm o mesmo tamanho e formato.
Breve perfil do Dr. Marcello Ganem Serrão – Carioca, Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e da Brasileira de Cirurgia do Joelho, o médico atua há dez anos em cirurgias do joelho. Especialista em medicina do esporte, já operou os jogadores Felipe Campos, Paulo César (ex-Criciúma), Géder (ex-Vasco) e Rogério (atualmente na Grécia)..