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04/06/2008 - A cada dia a mulher vem rompendo preconceitos e barreiras para alcançar todos os segmentos do mercado de trabalho. |
A cada dia a mulher vem rompendo preconceitos e barreiras para alcançar todos os segmentos do mercado de trabalho. Hoje podemos ver mulheres ocupando postos de trabalho que antes eram exclusivos dos homens, a exemplo das motoristas de ônibus, caminhoneiras, e até pedreiras. Na semana passada um jornal publicou uma matéria em que três mulheres foram premiadas, em São Paulo, no Businesswoman of the Year 2003, um evento promovido pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria e que tem como objetivo divulgar o aumento da importância feminina no mercado de trabalho. As mulheres são responsáveis por mais da metade do trabalho total realizado nos países em desenvolvimento (ONU, 1995). No Brasil, a maior parte da população é do sexo feminino.
As mulheres são 50,6% dos brasileiros. No entanto, no âmbito de fábricas e indústrias, as mulheres vem mostrando seu potencial também aqui na região Sertaneja. Mas precisamente, no interior da Paraíba, no município mais conhecido como “São Bento das redes”, onde no setor de produção cerca de 70 % ou mais do contingente é formado por mulheres. São Bento é mundialmente conhecida como a cidade que mais exporta produtos de redes de dormir e nessa prática a participação da mulher está situada como um fator importante que contribui na comercialização,tendo em vista que o produto possui acabamentos artesanais.Também um fator que verificamos é que tanto em pequenas quanto em grandes empresas, dentre os cargos executivos, a maior presença feminina ocorre nos cargos da coordenação.
Este contínuo crescimento da participação feminina é explicado por uma combinação de fatores econômicos e culturais. A rotina de vida de Geralda Joana de Almeida, e de suas três irmãs, Maria e Tereza, era assim lá em Juremal (um sítio próximo à cidade de São Bento,) no inverno elas viravam agricultoras, isto é, se dedicavam as roças, plantando milho, batata, arroz e feijão. Já no verão, ou durante a seca, as meninas se ocupavam em fazer trancelim, caseado, varanda, franja e punho de redes de dormir. Faziam também tapetes, e através desse trabalho conseguiam sobreviver. As redes de dormir se tornaram uma renda a mais para essa família.
Hoje em dia a trajetória de organização e luta das mulheres faz parte de um processo histórico de transformações sociais, onde as mulheres têm participação ativa nas mudanças e avanços de uma sociedade. Em diversos aspectos a valorização e autonomia feminina vêm ganhando espaço, fazendo o enfrentamento ao modelo capitalista e patriarcal resultado das sociedades centradas na acumulação de riqueza e poder e no predomínio do machismo. Mas nós sabemos que só através da organização e mobilização da classe trabalhadora será possível construir alternativas, efetivar nossos direitos e avançar nos processos de transformação das estruturas injustas da sociedade e construção de novas relações. Lutar, é preciso!
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