18/11/2009 - E-mails, redes sociais, blogs, microblogs... no universo da democratização da informação, como podemos confiar na veracidade das fontes?
Terrorismo da falsa informação
Cerca de 12 mil mensagens instantâneas são trocadas por minutos através do Twitter, rede social que mais ganhou adeptos nos últimos meses. Em Março deste ano, o número de usuário do microblog já havia ultrapassado o número de leitores do jornal New York Times - 17,5 milhões.
Estes números dão origem a uma discussão iniciada no início da era digital – no universo da democratização da informação, como podemos confiar em sua fonte?
A rede de clínicas de vacinação Prophylaxis preza pela disseminação de informações de qualidade na rede. O portal da empresa funciona como uma referência na área de vacinação e todas as informações que vão ao ar são revisadas por especialistas do ramo e devem ir de acordo com todas as normas da OMS. Costumam circular pela Internet e-mails com informações deturpadas sobre a utilização de vacinas, por exemplo. “Recentemente recebi um e-mail alertando às pessoas que não tomassem a vacina contra gripe suína, que já havia matado 14 pessoas na Inglaterra. Isso é absurdo, uma vez que a vacina nem havia sido liberada no país” – diz a diretora da empresa.
Outro exemplo do terrorismo da falsa informação é um e-mail que ronda pela Internet dizendo “a verdade sobre o Activia”, que afirma que os DanRegularis são na verdade bactérias provenientes de fezes humanas que irritam a mucosa intestinal e fazem o organismo expelir mais rapidamente o alimento. Segundo o gastroenterologista Gino Breder, o iogurte se consumido moderadamente não oferece perigo algum ao organismo e as bactérias encontradas no alimento têm a função de aliar-se às bactérias já existentes no estômago para facilitar a digestão e o funcionamento do intestino.
O problema está na falta de ética das pessoas. Antigamente, a divulgação dos fatos e notícias era feita exclusivamente por jornalistas, que deveriam comprometer-se com o Código de Ética do Jornalista. Atualmente, qualquer pessoa que tem acesso à Internet pode disseminar informações verdadeiras ou não.
É importante que o internauta confira sempre a fonte da informação que consulta. Em veículos confiáveis normalmente coloca-se a fonte no final da matéria. Desconfie de informações que não tem embasamento profissional, ou foram apenas opiniões pessoais de usuários em sites de discussão ou mídias sociais. “Há grande chance de você estar diante de uma falsa informação que poderá prejudicá-lo na área de saúde, alimentação ou até mesmo jurídica” – diz a jornalista Adriana Santos.