Ao contrário do que acontece com a visão, quando geralmente somos os primeiros a notar algo de errado, os problemas de audição costumam ser percebidos de imediato por quem convive conosco. Se sua família ou seus amigos reclamam que você sempre deixa o volume da TV alto demais ou que você vive gritando em vez de falar normalmente, pode ser que esteja perdendo a audição gradativamente.
Repetições de palavras como “hein” e “o que” nas conversas, dificuldade de entender o que as pessoas falam na rua, por conta do barulho, e zumbido no ouvido podem ser indícios de problemas de audição. Segundo a Dra. Hilka Bueno, fonoaudióloga da Audisom, pessoas a partir de 40 anos tendem a apresentar esses problemas com mais freqüência.
A perda da audição pode ser um problema hereditário, então é indicado para todas as pessoas independente de idade, que realizem uma vez por ano o exame de audiometria que avalia se o paciente está com problema ou não. Já os recém-nascidos podem ter a doença diagnosticada logo depois do nascimento. A Lei da Orelhinha, que foi sancionada em 12 de agosto, torna obrigatório e gratuito o teste auditivo em bebês. No caso das crianças, o quanto antes for diagnosticado e tratado o problema, menor a possibilidade de seqüelas em seu aprendizado e convívio com outras pessoas.